Conhecendo a estrutura de diretorios do GNU/Linux
Carnaval chegando… vai começar a folia… e eu, antes de curtir minhas merecidas férias (estou enganando quem? vou viajar carregado de manuais para a prova da LPI), deixarei um artigo sobre a estrutura de diretórios do Linux. É um assunto chato para a maioria das pessoas… afinal, quem quer saber sobre diretórios? A grande jogada é só instalar e usar certo? Mas o Linux tem suas diferenças e temos que respeita-las. Dê um crédito para o pingüim, não custa nada aprender um pouco mais sobre esse belo sistema operacional :-).
Bom, esse artigo é voltado para o leitor que está migrando ou começou agora a utilizar o Linux e ainda está perdido no meio de uma centena de diretórios, e como acontece em quase todos os meus artigos, eu adiciono uma leve pitada de linguagem técnica.
Antes de começar-mos, eu gostaria de esclarecer que o conceito é basicamente o mesmo, muda-se alguns nomes mas a idéia de diretório é a mesma em vários sistemas operacionais.
Introdução:
O sistema de arquivos (File System, em inglês) é uma estrutura composta de Arquivos e Diretórios. O sistema de arquivo, pelo menos teoricamente, é infinito. O limite é imposto somente pelo tamanho do disco rígido. O Linux utiliza um sistema hierárquico onde cada tipo de dados tem seu lugarzinho específico para ser guardado. Essa hierarquia é conhecida como “estrutura de árvore invertida” (aposto uma cerveja como muitos não sabiam dessa!), e o topo é chamado de diretório raiz, que é representado por “/”.
Essa conversa poderia se estender a: “tipos de arquivos” e então teríamos “arquivos simples”, “arquivos-diretório”, “arquivos especiais”. É um assunto tão infinito quanto a teoria da própria estrutura.
Até aí tudo bem?
Habitua-se!
Quem cai de paraquedas no mundo do Linux fica em choque se perguntando se existe alguma coisa parecida com o Windows. No Windows, os arquivos do sistema ficam no diretório “Windows” e os programas em “Arquivos de Programas”. O Linux lida com isso ao contrário, no diretório raiz só existe as pastas do sistema e os seus arquivos pessoais são guardados dentro do diretório home, que é criada para cada usuário.
Dentro do Linux as partições, pendrivers, cdrom não aparecem como: C:\ , D:\ , E:\… Tudo faz parte do diretório raiz, ou seja, para o sistema todo mundo é diretório independente do dispositivo.
Uma descrição básica dos diretórios:
“Trecho retirado do meu livro: Ubuntu, Guia Pratico para Iniciantes que será lançado este mês”
Vamos conhece-los de acordo com a FHS (Filesystem Hierarchy Standard):
Todos os diretórios abaixo então dentro do diretório raiz, ou seja, “/”.
/bin : Arquivos e programas do sistema que são usados com freqüência pelos usuários.
/boot : Arquivos necessários para a inicialização do sistema.
/cdrom : Ponto de montagem da unidade de CD-ROM.
/dev : Arquivos usados para acessar dispositivos do computador.
/etc : Arquivos de configuração do computador.
/floppy : Ponto de montagem de unidade de disquetes
/home : Diretório que contém os arquivos de cada usuário.
/lib : Bibliotecas do sistema.
/lost+found : Local de arquivos e/ou diretórios recuperados pelo sistema.
/mnt : Ponto de montagem temporário.
/proc : Sistema de arquivos do Kernel.
/root : Diretório do usuário root, o administrador do sistema.
/opt : Local para aplicativos opcionais serem instalados.
/media : Ponto de montagem de mídia removível, câmeras digitais, pendrives
/sbin : Diretório de programas usados pelo superusuário (root) para administração e controle do funcionamento do sistema.
/tmp : Arquivos temporários criados por programas.
/usr : Diretório dos aplicativos. A maioria estará instalada neste diretório. Curiosidade: usr não quer dizer “User” e sim “Unix System Resources”.
/var : Diretório contém arquivos que são gravados com freqüência pelos aplicativos do sistema, como: e-mails, cache, spool de impressora.
Essa estrutura que mostrei acima, é considerada padrão. Encontrará a mesma se estiver utilizando a distribuição da Red Hat, SuSe ou o Ubuntu.
Duvidas? Voltarei a falar sobre o tema em breve.
Arquivado em: Artigos, Linux, Planeta Ubuntu




Adoro post direcionados a novos usuários!
Parabéns Marcellino!
[]’s
Cara ótimo tuto, bem explicado, para iniciantes/amadores (ainda tô no focalinux) como eu muito explicativo
Fábio Nogueira,
Muito Obrigado! Eu escreverei mais sobre esses assuntos.. pode deixar.
LucasA,
Que bom que tenha gostado, fico feliz por isso.. o objetivo era esse!
Leitores,
Estou curtinho um pouquinho de férias, continuarei a postar apartir do dia 26 de fevereiro.
Boa tarde Marcelino.
Muito bom artigo!
Offtopic: Conhece uma distribuição Linux que quebra com esse paradigma de formato de árvore de diretórios *nix, organizando de forma mais lógica e simples os arquivos/diretórios?
É o GoboLinux que além de tudo é Brazuca!!!
Será que algum dia veremos esta visão tornar-se popular? Existiria alguma contra-indicação?
Um abraço.
Desculpe-me pelo erro: onde está escrito “Marcelino” por favor leia Marcellino.
Lauro César
Ja tinha ouvido falar, mas para ser sincero eu nunca procurei mais informações.
Eu ja me acostumei com a estrutura do *nix. Hoje, eu vejo os sistemas operacionais com outros olhos… É como se eles estivessem errados e eu certo.
É questão de convivência, se você vive e depende do sistema você acabará se acostumando com essa estrutura “maluca” do *nix, onde todo mundo é arquivo.
[...] Marcellino Junior Fonte: http://marcellino.wordpress.com/ [...]
Iae. to começando agora usar linux.
e tava com algumas duvidas de alguns diretorios.
sua ajuda valeu apena.
valeu por contribuir^^
ate mais
KAL
Eu acho que isso é uma das coisas mais chatas de aprender no linux, tudo é fácil mas isso é uma verdadeira desgraça!
O pessoal tem que pensar que 97% da pessoas usam o win, se um dia o linux ganhar muitos usuários a grande maioria deles vão ser usuários que migraram do win pro linux, quando se vê essa separação de pastas você fica desesperado. Isso é a única coisa que me dá muita raiva no linux.
Pra achar um arquivo, programa e tudo mais é uma tarefa árdua já que o buscador é pior que o do win.